{"id":97334,"date":"2026-01-30T00:11:24","date_gmt":"2026-01-30T03:11:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodetaubateregiao.com.br\/dt\/?p=97334"},"modified":"2026-01-30T12:25:09","modified_gmt":"2026-01-30T15:25:09","slug":"coluna-espirita-a-melhora-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodetaubateregiao.com.br\/dt\/coluna-espirita-a-melhora-da-morte\/","title":{"rendered":"Coluna Esp\u00edrita &#8211; A melhora da morte"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u2022 Rog\u00e9rio Miguez \u2013 S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos\/SP<\/strong><br \/>\nA express\u00e3o-t\u00edtulo deste texto j\u00e1 se encontra incorporada na chamada sabedoria popular, se assim podemos nos expressar, usada corriqueiramente quando a situa\u00e7\u00e3o se apresenta.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno comun\u00edssimo, mas acomete v\u00e1rios pacientes gravemente enfermos, alguns em estado terminal, quando, subitamente, apresentam uma melhora tempor\u00e1ria e surpreendente em seu estado de sa\u00fade antes de falecerem em seguida.<br \/>\nTecnicamente conhecida por \u201cLucidez terminal\u201d ou \u201cLucidez paradoxal\u201d, chamou a aten\u00e7\u00e3o da \u00e1rea m\u00e9dica no s\u00e9culo XIX. Observou-se, \u00e0 \u00e9poca, a ocorr\u00eancia em pacientes dementes, com doen\u00e7as neurol\u00f3gicas ou psiqui\u00e1tricas, esquizofr\u00eanicos, em casos neurol\u00f3gicos como tumor cerebral, abscesso etc. H\u00e1 diversas hip\u00f3teses buscando explicar o fen\u00f4meno, mas nenhuma delas foi comprovada at\u00e9 agora, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre a causa deste inusitado acontecimento.1,2<br \/>\nComo se conclui, os cientistas ainda n\u00e3o conseguiram equacionar esta quest\u00e3o, mesmo lan\u00e7ando m\u00e3o de todos os avan\u00e7ados recursos tecnol\u00f3gicos dispon\u00edveis, para o setor m\u00e9dico, neste s\u00e9culo XXI. Apesar de usar toda a experi\u00eancia acumulada durante bem mais de um s\u00e9culo, por incont\u00e1veis profissionais de diversas especialidades, o fato ainda se traduz por um mist\u00e9rio a despeito das v\u00e1rias possibilidades consideradas para explic\u00e1-lo.<br \/>\nCremos que o elo faltante nestas tentativas, seja a desconsidera\u00e7\u00e3o da alma como fundamental elemento presente no homem, na sua imortalidade e no poder dos fluidos magn\u00e9ticos que todos n\u00f3s podemos emitir e receber, conscientemente ou n\u00e3o.<br \/>\nO Espiritismo j\u00e1 informou sobre esta realidade, conforme segue, resumidamente, em caso muito interessante.<br \/>\nEm uma das obras da cole\u00e7\u00e3o A Vida no plano espiritual, relata o autor \u2013 Andr\u00e9 Luiz &#8211; que o paciente Dimas havido atingido o tempo final para a sua exist\u00eancia, contudo, sua esposa, ao seu lado, emitia for\u00e7as pelo seu pensamento em desalinho que dificultavam o desenlace, pois tentava ret\u00ea-lo por mais algum tempo. Diante da situa\u00e7\u00e3o, Jer\u00f4nimo e mais dois auxiliares acompanhantes de Andr\u00e9 Luiz neste aprendizado, por meio de passes longitudinais forneceram ao doente melhoras fict\u00edcias tranquilizando, assim, os parentes aflitos. Dimas abriu os olhos, trocou algumas palavras com a parentela, todos se tranquilizaram e interromperam, inconscientemente, a emiss\u00e3o de fluidos que o estavam mantenho ligado ao corpo f\u00edsico.<br \/>\nO m\u00e9dico foi chamado e solicitou a todos que deixassem o paciente em repouso absoluto. Tranquilizada pela melhora repentina do esposo, sua esposa se recolhe ao quarto abrindo as portas para que se fizesse o trabalho final encaminhando a desencarna\u00e7\u00e3o do doente. Finalmente, o moribundo pode desencarnar.3<br \/>\nH\u00e1 tamb\u00e9m mais um exemplo desta providencial medida descrita em outra obra de Andr\u00e9 Luiz.<br \/>\nAgora, trata-se de Fernando que havia atingido os momentos finais da exist\u00eancia, contudo, a afli\u00e7\u00e3o dos familiares encarnados presentes, emitindo, pelos pensamentos, recursos magn\u00e9ticos em benef\u00edcio do moribundo, tinham o poder de dificultar a ajuda do plano espiritual visando finalizar o desencarne do paciente. Chegado \u00e0quele est\u00e1gio de desagrega\u00e7\u00e3o corporal, as provid\u00eancias mentais dos afei\u00e7oados eram, agora, in\u00fateis. Sendo assim, Aniceto, o orientador de Andr\u00e9 Luiz neste outro relato delibera pela modifica\u00e7\u00e3o do quadro de coma. Operando com sabedoria e efic\u00e1cia os fluidos imateriais, em breve, o m\u00e9dico encarnado informou que os progn\u00f3sticos haviam melhorado, inexplicavelmente. A pulsa\u00e7\u00e3o e a respira\u00e7\u00e3o estavam voltando ao normal. Alguns familiares se retiraram do aposento e os fluidos prejudiciais de afli\u00e7\u00e3o e desequilibrados que eram emitidos ao enfermo desapareceram sem deixar qualquer vest\u00edgio. Aniceto aproveitou a serenidade do ambiente e iniciou o processo de retirada de Fernando do corpo biol\u00f3gico. Ap\u00f3s longos minutos Fernando estava livre dos implementos carnais, retornando \u00e0 vida verdadeira.4<br \/>\n\u00c9 oportuno lembrar que nem toda melhora no quadro cl\u00ednico de um doente em estado terminal, implica, necessariamente, na imin\u00eancia da morte. S\u00e3o muitas as situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis e, em outros casos, a evolu\u00e7\u00e3o positiva no estado de sa\u00fade do paciente se mant\u00e9m e o doente se recupera, continuando, normalmente, a sua exist\u00eancia.<br \/>\nImportante tamb\u00e9m destacar a for\u00e7a do pensamento, seja para o bem, seja para o mal. E n\u00e3o se pretende aqui sugerir que n\u00e3o se deva pensar no doente, apenas lembrar que as for\u00e7as mentais geradas por familiares e amigos devem ser constru\u00eddas sem inquieta\u00e7\u00e3o, ansiedade, afli\u00e7\u00e3o, medo; ao contr\u00e1rio, precisam ser elaboradas no sentido de dar ao moribundo paz e tranquilidade diante da hora final que chegou para ele e, chegar\u00e1 para todos.<br \/>\nN\u00e3o sejamos ego\u00edstas ao ponto de desejar que o ser querido, em sofrimento, permane\u00e7a conosco pelos tempos afora, pois ele, antes de ser nosso prezado parente, \u00e9 filho de Deus e se o Criador determinou que a hora fatal chegou para ele, digamos apenas: que se fa\u00e7a a vontade do Pai.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><br \/>\n1https:\/\/oglobo.globo.com\/saude\/ciencia\/a-melhora-da-morte-existe-que-diz-ciencia-25077672<br \/>\n2 https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-57480472<br \/>\n3 XAVIER, Francisco C\u00e2ndido. Obreiros da vida eterna. Pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz. ed. 9. Rio de Janeiro\/RJ: FEB, 1975. Companheiro libertado. cap. XIII.<br \/>\n4 XAVIER, Francisco C\u00e2ndido. Os Mensageiros. Pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz. ed. 16. Rio de Janeiro\/RJ: FEB, 1988. A desencarna\u00e7\u00e3o de Fernando. cap. 50.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2022 Rog\u00e9rio Miguez \u2013 S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos\/SP A express\u00e3o-t\u00edtulo deste texto j\u00e1 se encontra incorporada na chamada sabedoria popular, se assim podemos nos expressar, usada corriqueiramente quando a situa\u00e7\u00e3o se apresenta. 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