{"id":56700,"date":"2022-09-29T00:09:21","date_gmt":"2022-09-29T03:09:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodetaubateregiao.com.br\/dt\/?p=56700"},"modified":"2022-09-28T23:56:23","modified_gmt":"2022-09-29T02:56:23","slug":"alta-roda-eletricos-invadem-a-seara-das-marcas-premium-e-hipercarros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodetaubateregiao.com.br\/dt\/alta-roda-eletricos-invadem-a-seara-das-marcas-premium-e-hipercarros\/","title":{"rendered":"ALTA RODA &#8211; El\u00e9tricos \u201cinvadem\u201d a seara das marcas premium e hipercarros"},"content":{"rendered":"<p>Marcas premium v\u00e3o migrar de forma r\u00e1pida para modelos 100% el\u00e9tricos nos pr\u00f3ximos anos. H\u00e1 algumas raz\u00f5es para isso. Em primeiro lugar o pre\u00e7o alto n\u00e3o constitui obst\u00e1culo para os compradores. Em geral s\u00e3o propriet\u00e1rios de tr\u00eas ou quatro carros e no caso de precisarem realizar uma viagem longa, sem planejamento pr\u00e9vio, estar\u00e3o bem servidos de op\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso o alto desempenho \u00e9 sempre empolgante com valores de torque e pot\u00eancia elevados e transmitidos \u00e0s rodas instantaneamente com um motor el\u00e9trico em cada eixo. E por que n\u00e3o um motor para cada roda?<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o americana Automotive News listou marcas chamada de \u201cex\u00f3ticas\u201d que preparam essa virada em m\u00e9dio prazo, sem assegurar exatamente um cronograma: Rolls-Royce, Bentley, Aston Martin, McLaren (migra\u00e7\u00e3o seria alenta), Ferrari e Lamborghini (esta ainda daria prioridade aos h\u00edbridos plug\u00e1veis e sem previs\u00e3o de uma vers\u00e3o el\u00e9trica). A Porsche estaria preparando um crossover el\u00e9trico com tr\u00eas fileiras de bancos para sete lugares.<\/p>\n<p>Carros esporte verdadeiros t\u00eam altura de carroceria muito baixa. Como as baterias ficam no assoalho e ainda s\u00e3o volumosas haveria uma mudan\u00e7a no perfil do carro que poderia deixar de agradar a clientela. E o que dizer da aus\u00eancia do ronco do escapamento dos motores a combust\u00e3o interna? Pode ser criado artificialmente e ainda ficaria a op\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio com apenas o conhecido \u201csilvo\u201d dos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>A Bugatti, que o Grupo VW separou e vendeu para a Rimac em sociedade com a Porsche, deve entrar na onda. O ex\u00f3tico motor em formato de W e 16 cilindros seria descontinuado, mas os planos ainda n\u00e3o est\u00e3o claros. A Bugatti s\u00f3 produz modelos de alt\u00edssimo pre\u00e7o, a maioria em s\u00e9ries limitadas. O primeiro el\u00e9trico poderia ser at\u00e9 um SUV (!) ou um GT de quatro portas. Por\u00e9m, segundo a revista inglesa Autocar, isso foi descartado em favor de um h\u00edbrido plug\u00e1vel. A Rimac, fundada por Mate Rimac, \u00e9 uma fabricante croata de hipercarros el\u00e9tricos como o Nevera, em pequena s\u00e9rie, com sistema pr\u00f3prio de baterias que tamb\u00e9m fornece para o Aston Martin Valkyrie, o Koenigsegg Regera, o Jaguar E-Type (conceitual) e o Pininfarina Battista.<\/p>\n<p><strong>Argentina cria meta irreal para el\u00e9tricos<\/strong><\/p>\n<p>O esfor\u00e7o do governo argentino em dar um norte para diminuir as emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2) est\u00e1 em parte centrado em ampliar o uso do g\u00e1s natural (metano), principalmente em ve\u00edculos comerciais e \u00f4nibus. A frota de autom\u00f3veis a g\u00e1s j\u00e1 foi maior porque o pa\u00eds construiu uma grande infraestrutura de abastecimento como incentivo, mas ao longo do tempo as vendas foram caindo. \u00c9 preciso uma quilometragem rodada por dia relativamente alta para compensar financeiramente, al\u00e9m de discreta perda de pot\u00eancia e torque quando se faz adapta\u00e7\u00e3o correta do motor. O peso alto dos cilindros tamb\u00e9m afeta o desempenho.<\/p>\n<p>A Argentina tem reservas gigantescas de g\u00e1s natural cuja pegada de carbono \u00e9 menor do que derivados de petr\u00f3leo. Ve\u00edculos representam 14% das emiss\u00f5es totais de CO2, n\u00e3o muito diferente do Brasil que adotou o etanol como alternativa usado diretamente em motores flex ou em mistura com a gasolina. Ainda assim o pa\u00eds vizinho lan\u00e7ou agora um plano de eletrifica\u00e7\u00e3o para autom\u00f3veis e ve\u00edculos comerciais leves para \u201cresguardar as futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Nada contra esta vis\u00e3o, mas a meta at\u00e9 2030 parece invi\u00e1vel de cumprir: em apenas oito anos 50% das vendas dever\u00e3o ser de modelos 100% el\u00e9tricos. A\u00ed fica dif\u00edcil. No primeiro semestre deste ano foram vendidos apenas 84 el\u00e9tricos na Argentina ou 0,04% do total comercializado. No Brasil esta propor\u00e7\u00e3o \u00e9 10 vezes maior: 0,4%.<\/p>\n<p><strong>Porsche Cayenne Turbo GT \u00e9 estonteante<\/strong><\/p>\n<p>Em 2002, quando foi lan\u00e7ado, o SUV da Porsche parecia surreal. Vinte anos depois a marca alem\u00e3 provou, ano ap\u00f3s ano, que estava certa e o Turbo GT \u00e9 o melhor exemplo. Trata-se de um SUV cup\u00ea com desempenho que faz jus ao nome. Vai bem al\u00e9m do que se espera e surpreende os desavisados. Mesmo com 2.220 kg de massa acelera de 0 a 100 km\/h em 3,3 s (com o pacote Sport Crono).<\/p>\n<p>Motor V-8 de 640 cv acompanhado de seu ronco gutural, torque brutal de 86,7 kgf.m, rodas de 22 pol. de di\u00e2metro (dianteiras t\u00eam c\u00e2mber negativo de 0,45 graus), suspens\u00e3o pneum\u00e1tica com amortecedores adaptativos e barras antirrolagem ativas, sa\u00eddas de escapamento no centro do para-choque e uso de tit\u00e2nio ap\u00f3s o silenciador.<\/p>\n<p>Obviamente h\u00e1 desconforto para enfrentar asfalto ruim, mas nas autoestradas de boa qualidade no Estado de S\u00e3o Paulo a precis\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o e as respostas em curvas de qualquer raio impressionam. A alta capacidade de frenagem sempre \u00e9 ponto de honra para todos os Porsches e isso se confirma neste Cayenne.<\/p>\n<p>Acabamento interno usa camur\u00e7a (Alcantara) extensivamente e para onde se olha a qualidade salta aos olhos. O conta-giros fica na posi\u00e7\u00e3o central do quadro de instrumentos e o volante tem pega exemplar. Atr\u00e1s h\u00e1 espa\u00e7o de sobra para dois passageiros com sa\u00eddas de ar-condicionado individuais controladas por duas telas. No lugar do que seria o terceiro passageiro h\u00e1 um console alto e r\u00edgido. Sistema de som Burmester com 20 alto-falantes (1.445 W) e subwoofer ativo (400 W).<br \/>\nO pre\u00e7o acompanha os superlativos: R$ 1.350.000.<\/p>\n<p><strong>Congresso Fenabrave voltou com for\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Depois de dois anos de interrup\u00e7\u00e3o pela pandemia da covid-19, o Congresso Fenabrave reuniu concession\u00e1rias de todo o Pa\u00eds na capital paulista. O prop\u00f3sito n\u00e3o se resumiu a abordar as atuais necessidades setoriais, mas antecipar tend\u00eancias em raz\u00e3o do acelerado processo de mudan\u00e7as na produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos.<br \/>\nSegundo Maur\u00edcio Andreta Jr., presidente da Fenabrave, h\u00e1 grandes desafios. \u201cNosso setor \u00e9 basicamente de empresas familiares, que precisam se manter atualizadas para enfrentar uma concorr\u00eancia cada vez mais feroz. Contando todos os tipos de ve\u00edculos, inclusive os de duas rodas, 75% das nossas associadas possuem apenas de um a tr\u00eas pontos de venda. Foram os mais afetados pela pandemia. Os 1.300 grupos atuantes est\u00e3o reduzidos a 1.000 atualmente\u201d, detalhou.<\/p>\n<p>Palestras do congresso reuniram mais de 2.500 participantes. A \u00e1rea de exposi\u00e7\u00e3o contou com 50 empresas e cerca de 10.000 visitantes em dois dias. Sinais de resili\u00eancia do setor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcas premium v\u00e3o migrar de forma r\u00e1pida para modelos 100% el\u00e9tricos nos pr\u00f3ximos anos. H\u00e1 algumas raz\u00f5es para isso. Em primeiro lugar o pre\u00e7o alto n\u00e3o constitui obst\u00e1culo para os compradores. 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