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sábado 7 março 2026
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SENAI vai doar 600 mil máscaras para hospitais de SP durante pandemia de coronavírus

SENAI vai doar 600 mil máscaras para hospitais de SP durante pandemia de coronavírus

Equipamentos de proteção para profissionais de saúde são feitos de TNT; serão produzidas 200 mil unidades por mês até junho

Após o anúncio da pandemia do novo coronavírus, o comércio de São Paulo registrou falta de materiais considerados básicos para centros de saúde, como máscaras e álcool em gel. Pensando em minimizar esse problema, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) já entregou um lote com mil máscaras para hospitais do estado, das 600 mil que devem ser distribuídas pelos próximos três meses, segundo a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP).
Segundo a entidade, serão produzidas 200 mil máscaras por mês, até junho, feitas de tecido não tecido (TNT), ou seja, a partir de fibras que não passam pelos processos de fiação e tecelagem. Após a fabricação, as máscaras são esterilizadas e embaladas antes de serem distribuídas, garante a FIESP. A Escola SENAI Francisco Matarazzo foi a responsável pela produção do primeiro lote. Outras unidades do estado vão ajudar nesse processo para acelerar o trabalho. Depois de prontas, as máscaras serão distribuídas a outras unidades médicas para atendimento aos pacientes – o primeiro lote foi para o Hospital do Rim, na capital.
Assim como a FIESP, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) tem adotado medidas para atender a demanda por equipamentos e insumos de saúde. A instituição abriu um Edital de Inovação para a Indústria, que prevê, por exemplo, a recuperação de aparelhos danificados e a aquisição e produção de materiais essenciais para o enfrentamento da crise, como álcool em gel e máscaras.
“A nossa atuação será no suprimento de problemas, como os testes rápidos para a detecção da doença. No isolamento, ter uma gama ampla desses testes vai ser de grande importância, bem como a fabricação de ventiladores (respiradores). Estamos focando em ações do Sistema Indústria que vão ao encontro das necessidades da sociedade, do país e da indústria brasileira”, afirma o diretor geral do SENAI, Rafael Lucchesi, que reforça a importância de “salvar vidas”.

O edital vai focar em propostas de soluções que tenham aplicação imediata e com resultados em até 40 dias. Na quinta-feira, dia 26 março, foi aberta a segunda chamada e, até o momento, serão investidos, no total, R$ 30 milhões. As proposições podem ser realizadas por meio do WhatsApp, no número (61) 99628-7337, ou pelo e-mail combatecovid19@senaicni.com.br.

Cursos gratuitos
A educação também tem sido aliada nesse período em que milhões de brasileiros precisam ficar confinados dentro de casa. Por isso, o SENAI abriu vagas gratuitas em cursos a distância voltados à indústria 4.0, com temas ligados à tecnologia. Os cursos têm carga horária de 20 horas e estarão disponíveis até junho. Para ter acesso aos cursos e às vagas, basta acessar a plataforma Mundo SENAI e fazer um cadastro simples.
Em relação aos cuidados com a saúde dentro das fábricas, o SESI lançou uma cartilha online que traz recomendações que vão desde como identificar casos suspeitos, formas de transmissão e grupos de maior risco para a Covid-19, até um passo a passo para ajudar empresas a criarem planos de contingenciamento da doença e a envolverem fornecedores e operadoras no combate à pandemia.
Para amenizar os efeitos da Covid-19 e proteger quem produz e quem consome, além do SENAI e do SESI, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e as Federações das Indústrias dos demais estados e do DF têm levado informação e tomado medidas para reduzir os impactos econômicos e preservar vidas por meio da campanha nacional “A indústria contra o coronavírus”. Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais de cada instituição.