Adriane Pires, Hélcio dos Santos, Nicola Neto, Marco Tolomio e Silvia Helena – Crédito Foto/Viviane Ângelo
O atendimento prestado a pessoas com deficiência na Escola Madre Cecília foi pauta de audiência pública na Câmara de Taubaté. O evento foi realizado na quarta-feira, 22, por iniciativa do vereador Nicola Neto (Novo), que conduziu os trabalhos.
“Venho da escola especializada, foram 12 anos trabalhando junto com a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e no Madre vejo dificuldades que não poderiam acontecer, pela estrutura e profissionais que lá estão. Saber que tinham forças externas que atrapalhavam a condução da escola me incomodava”, afirmou Nicola.
O vereador sugeriu a criação de uma coordenadoria que faça a integração entre o serviço de reabilitação e a Escola Madre Cecília. Os atendimentos de reabilitação, como fisioterapia, psicoterapia e terapia ocupacional, eram realizados nas dependências da escola, mas foram desmembrados para outro espaço, o Ambulatório de Reabilitação, em 2019. Além dos alunos, o Ambulatório passou a atender pacientes não alunos também.
A gestora da educação inclusiva, Adriane Pires, defendeu a valorização da Escola Madre Cecília e lembrou a história da unidade, que começou o atendimento especializado em 1993, em um espaço cedido pelo Lar Santa Verônica e passou a atender no prédio onde funciona atualmente em 2008 com o nome de Centro Educacional Terapêutico Especializado (Cemte). Atualmente a Escola atende 552 estudantes com deficiência intelectual, síndromes e neurodivergentes.
“A construção de uma escola verdadeiramente inclusiva é um compromisso coletivo, nasce da parceria entre a família, escola e órgãos públicos”, afirmou a gestora.
O secretário-adjunto de saúde, Marco Tolomio, lamentou a separação entre o Ambulatório de Reabilitação e a Escola, realizada em 2019. Pai atípico, registrou seu posicionamento contrário à extinção de escolas especializadas e à inserção das pessoas com deficiência no ensino regular.
“Inclusão não existe no país. Trilhei esse caminho com minha filha e percebi o quanto existe de despreparo e falta de profissionais. Temos um desafio pela frente e há necessidade de dialogarmos e sedimentarmos o contexto de uma política pública concreta e estruturada para atender todas as pessoas que precisam de atendimento.”
Gestora de saúde mental e deficiências, Silvia Helena ressaltou a importância da parceria entre profissionais de educação e saúde. Explicou que o Ambulatório de Reabilitação é aberto a toda população e que há parceria com a escola. Pontuou que a fisioterapia aquática é mantida na Escola Madre Cecília.
“Trabalhamos no atendimento, mas também empoderamos as famílias para que possam levar isso para casa e o ambiente social. É importante pensar que as famílias precisam ter orientações para que as pessoas possam viver podendo fazer escolhas.”
O secretário de educação, Hélcio dos Santos, ressaltou a parceria entre as Secretarias de Educação e de Saúde e falou sobre ampliação e aprimoramento do espaço da escola. “Precisamos otimizar o que acontece no Madre Cecília. Taubaté merece um espaço aprimorado, com terapias, com atendimento às mães. A gente precisa aprimorar essas infraestruturas. Temos que ter enfoque pedagógico, mas precisamos ter terapia caminhando lado a lado, além de um espaço de convivência bonito e moderno.”
Mães de alunos do Madre Cecília utilizaram a tribuna para expor questões e reivindicações.
Os vereadores Diego Fonseca (PL) e Zelinda Pastora (PRD) participaram do debate.
O vídeo está disponível no canal da TV Câmara Taubaté no Youtube.






















