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sábado 7 março 2026
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Melhorias na Escola Madre Cecília são tema de debate na Câmara de Taubaté

Melhorias na Escola Madre Cecília são tema de debate na Câmara de Taubaté
Adriane Pires, Hélcio dos Santos, Nicola Neto, Marco Tolomio e Silvia Helena – Crédito Foto/Viviane Ângelo

O atendimento prestado a pessoas com deficiência na Escola Madre Cecília foi pauta de audiência pública na Câmara de Taubaté. O evento foi realizado na quarta-feira, 22, por iniciativa do vereador Nicola Neto (Novo), que conduziu os trabalhos.

“Venho da escola especializada, foram 12 anos trabalhando junto com a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e no Madre vejo dificuldades que não poderiam acontecer, pela estrutura e profissionais que lá estão. Saber que tinham forças externas que atrapalhavam a condução da escola me incomodava”, afirmou Nicola.

O vereador sugeriu a criação de uma coordenadoria que faça a integração entre o serviço de reabilitação e a Escola Madre Cecília. Os atendimentos de reabilitação, como fisioterapia, psicoterapia e terapia ocupacional, eram realizados nas dependências da escola, mas foram desmembrados para outro espaço, o Ambulatório de Reabilitação, em 2019. Além dos alunos, o Ambulatório passou a atender pacientes não alunos também.

A gestora da educação inclusiva, Adriane Pires, defendeu a valorização da Escola Madre Cecília e lembrou a história da unidade, que começou o atendimento especializado em 1993, em um espaço cedido pelo Lar Santa Verônica e passou a atender no prédio onde funciona atualmente em 2008 com o nome de Centro Educacional Terapêutico Especializado (Cemte). Atualmente a Escola atende 552 estudantes com deficiência intelectual, síndromes e neurodivergentes.

“A construção de uma escola verdadeiramente inclusiva é um compromisso coletivo, nasce da parceria entre a família, escola e órgãos públicos”, afirmou a gestora.

O secretário-adjunto de saúde, Marco Tolomio, lamentou a separação entre o Ambulatório de Reabilitação e a Escola, realizada em 2019. Pai atípico, registrou seu posicionamento contrário à extinção de escolas especializadas e à inserção das pessoas com deficiência no ensino regular.

“Inclusão não existe no país. Trilhei esse caminho com minha filha e percebi o quanto existe de despreparo e falta de profissionais. Temos um desafio pela frente e há necessidade de dialogarmos e sedimentarmos o contexto de uma política pública concreta e estruturada para atender todas as pessoas que precisam de atendimento.”

Gestora de saúde mental e deficiências, Silvia Helena ressaltou a importância da parceria entre profissionais de educação e saúde. Explicou que o Ambulatório de Reabilitação é aberto a toda população e que há parceria com a escola. Pontuou que a fisioterapia aquática é mantida na Escola Madre Cecília.

“Trabalhamos no atendimento, mas também empoderamos as famílias para que possam levar isso para casa e o ambiente social. É importante pensar que as famílias precisam ter orientações para que as pessoas possam viver podendo fazer escolhas.”

O secretário de educação, Hélcio dos Santos, ressaltou a parceria entre as Secretarias de Educação e de Saúde e falou sobre ampliação e aprimoramento do espaço da escola. “Precisamos otimizar o que acontece no Madre Cecília. Taubaté merece um espaço aprimorado, com terapias, com atendimento às mães. A gente precisa aprimorar essas infraestruturas. Temos que ter enfoque pedagógico, mas precisamos ter terapia caminhando lado a lado, além de um espaço de convivência bonito e moderno.”

Mães de alunos do Madre Cecília utilizaram a tribuna para expor questões e reivindicações.

Os vereadores Diego Fonseca (PL) e Zelinda Pastora (PRD) participaram do debate.

O vídeo está disponível no canal da TV Câmara Taubaté no Youtube.