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sábado 7 março 2026
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Literatura em gotas – Lear

O Rei Lear, drama de Shakespeare (1606), inspirado em uma crônica antiga, põe em cena Lear, um velho rei pai de três filhas, que decide, no início da peça, dividir seu reino entre elas.

A história de Lear é ao mesmo tempo a de um pai e a de um rei. Autoritário, ou melhor, despótico, Lear, ao abandonar o poder, irá viver a tragédia que poderíamos chamar, como o fez Claudel, do pai humilhado. Lear convoca Regane, Goneril e Cordélia,e lhes pede, antes de fazer a partilha de seus bens, que digam quanto amam.

Hábeis e hipócritas, as duas mais velhas derramam louvores sobre o soberano; Cordélia recusa-se a entrar nesse jogo artificial. Irado, ele a repudia. Mas, não irá demorar muito, Lear descobrirá as artimanhas das duas filhas mais velhas, que, uma vez enriquecidas, vão se mostrar sobretudo ingratas.

Esta tragédia barroca, na qual se multiplicam as reviravoltas e as peripécias, é impossível de ser resumida. Sua unidade é propiciada pela aventura de Lear, que, diante de nossos olhos, faz sua longa e dolorosa viagem ao fim da noite. Nesse mundo medieval, quase bárbaro, onde o espaço principal é uma inquietante terra de ninguém, Shakespeare desenho o universo da loucura. O Rei Lear acreditou que abandonando seu reino, poderia continuar a ser o rei.

É uma peça sobre a ingratidão, a loucura e a traição, Rei Lear pode ser visto como uma verdadeira lição acerca do que são as trevas. Esse drama reativa os mitos antigos. O drama é uma reflexão.

Prof. José Pereira da Silva