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sábado 7 março 2026
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Literatura em gotas – Arsène Lupin

Arsène Lupin apareceu em 1905, no volume A prisão de Arsène Lupin, novela de Maurice Leblanc (1864-1941) publicada na revista mensal Je sais tout. Com essa obra, abria-se uma longa série, que seria constituída por duas peças de teatro e 20 novelas e romances, nos quais vinha repetidamente à cena um dos mais célebres personagens do romance popular francês.
Arsène Lupin é antes de tudo um amante da arte de roubar. Mas e também um aventureiro formado nos bons princípios. Oriundo das classes populares, ele se mostra patriota em Oitocentos e treze (1910), protege viúva e órfão em A rolha de cristal (1912) e rouba principalmente dos ricos e presunçosos.
Mas Lupin também desperta a atenção pela elegância e refinamento que lhe valeram a designação de gentleman cambrioleur,ladrão cavalheiro.
Maurice Lebranc teria criado Lupin como uma tentativa de reproduzir na França o sucesso alcançado por Sherlock Homes. Mas no caso Lupin será a réplica de Holmes ao inverso: trata-se de um bandido sempre bem-humorado, sempre desenvolto e sempre interessado pelas mulheres.
Maurice Leblanc criou também o personagem de um detetive, Jim Barnett, que acabaria por reconhecer, em L’Agence Barnett et Cie (Agência Bernett e Cia., 1927), como apenas uma versão a mais de Arsène Lupin.
A Guerra Fria engendrou James Bond (1953), de Ian Fleming (1908-1964), mas nenhum deles terá a personalidade de Arsène Lupin.

Prof. José Pereira da Silva