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segunda-feira 16 março 2026
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Literatura em gotas – Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante em 1922, descendente de uma família de raízes rurais de Entre Douro e Minho e de uma família espanhola de Zamora, por parte de mãe. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará a obra da escritora. Depois se fixou no Porto. O pai de Bessa-Luís morou no Brasil, exatamente no Rio de Janeiro.

Estreou como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado. Tem mais de uma centena de livros publicados. Foi diretora do Diário O Primeiro de Janeiro (Porto). É considerada a mais premiada escritora portuguesa. Aos 81 anos recebeu o mais importante prêmio da língua portuguesa : o Prêmio Camões, em 2004. É considerada por muitos a reiventora da literatura portuguesa.

Em 1954, com o romance A Sibila, Agustina Bessa-Luís se consagra como uma das mais importantes autoras da ficção portuguesa contemporânea. Elabora uma narrativa onde o intuitivo, o simbólico . Na estruturação espácio-temporal da obra tem influência de Bergson e Proust. A riqueza da narrativa levou ao sucesso este segundo romance da Bessa-Luís. Tem um estilo único, paradoxal e enigmático. Suas histórias são bem urdidas pelo modo como as conta.

Vários de seus romances foram adaptados ao cinema. Entre os livros escritos pela autora citamos: O suto, Ronda da Noite, A Sibila, Memórias Laurentinas, Camilo. Génio E Figura, O Mosteiro, As Fúrias entre outros.
Faleceu aos 97 anos, em 3 de junho de 2019.

Prof. José Pereira da Silva