Criar fantasias de Carnaval com materiais recicláveis, como garrafas PET, papelão e tecidos reaproveitados é uma forma eficaz de reduzir resíduos, promover a economia circular e economizar dinheiro. Adotar práticas sustentáveis na folia, incluindo a reciclagem consciente após o uso, minimiza o impacto ambiental.
A produção de novas fantasias consome recursos naturais e gera emissões de poluentes; reutilizar materiais transforma “lixo” em arte e evita o acúmulo de resíduos sólidos. Utilizar itens recicláveis incentiva a criatividade e promove a economia circular, permitindo trajes únicos e de baixo custo. Evite glitters plásticos, optando por alternativas ecológicas. Reaproveite roupas velhas para customizar novas fantasias.
Após a folia, é essencial separar e descartar corretamente os materiais para que possam ser reciclados, evitando contaminação do solo e água. Ao final, destine os resíduos para a coleta seletiva ou cooperativas de reciclagem; o Carnaval representa uma chance de os catadores ampliarem a renda, devido ao aumento no volume de materiais coletados.
Ao adotar essas práticas, o folião transforma a festa em um evento mais consciente e sustentável.
VOCÊ SABIA?
Em 2025, o Ano da Economia Circular, cidades que promovem os maiores eventos carnavalescos no país investiram em soluções para garantir a limpeza, gerar renda para trabalhadores da reciclagem, economizar recursos e reinserir materiais na cadeia produtiva.
Rio de Janeiro: Nos três dias de desfile na Sapucaí foram recolhidas 209,6 toneladas de resíduos, sendo que 19,6 toneladas foram de recicláveis.
São Paulo: Durante os quatro dias de festas, a cidade retirou 322,83 toneladas de resíduos.
Salvador: Durante o Carnaval foram recolhidas 177,5 toneladas de materiais recicláveis, com destaque para a contribuição das cooperativas, que coletaram 112,969 kg de alumínio, 23.898 kg de PET e 32.639 kg de plástico.
Recife e Olinda: Na capital foram recolhidas 600 toneladas de lixo, com 28 toneladas de material reciclável. Já em Olinda, o total de resíduos coletados chegou a 969 toneladas, das quais 35,5 toneladas foram recicladas, incluindo 16,94 toneladas de latinhas e 13,34 toneladas de garrafas PET.
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por Giselle Jobin Roessler – advogada e fundadora da InTempore Sustentabilidade
gjobin@hotmail.com






















