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sábado 7 março 2026
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HMUT se destaca no cuidado neonatal com serviço de coleta de leite humano para bebês prematuros

HMUT se destaca no cuidado neonatal com serviço de coleta de leite humano para bebês prematuros

O serviço é desenvolvido em parceria com o Banco de Leite de Taubaté, garantindo uma alimentação segura aos recém-nascidos do hospital

Em parceria com o Banco de Leite de Taubaté, o Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT), sob gestão do Grupo Chavantes mantém um importante serviço de saúde pública, realizando o apoio à recuperação de recém-nascidos por meio do Posto de Coleta de Leite Humano instalado na UTI Neonatal da unidade.

O HMUT realiza a coleta do leite, já o Banco de Leite de Taubaté fica responsável pela higienização e pasteurização do leite coletado no hospital. Após o processamento, o alimento retorna ao HMUT para ser ofertado aos bebês internados que necessitam desse suporte nutricional. Atualmente, o hospital conta com 11 leitos na UTI Neonatal, todos ocupados

De acordo com a enfermeira Kessy Eugênio, responsável pelo Posto de Coleta de Leite Humano, o serviço vai além da coleta. “Nosso trabalho começa no acolhimento e orientação. Muitas mães chegam cansadas, com dor e inseguras. Quando explicamos que o leite delas pode salvar vidas, elas se sentem mais confortáveis e dispostas a doar”, afirma.

As doadoras são mães internadas na maternidade ou com filhos hospitalizados na UTI Neonatal. Para realizar a doação, é feito um cadastro, exames e avaliação médica. Após a liberação, o leite é coletado seguindo rigorosos protocolos de higiene e armazenado em freezer próprio no posto de coleta, até ser encaminhado semanalmente ao Banco de Leite para pasteurização.

De volta a UTI Neonatal, o leite é destinado principalmente aos bebês com menor peso ou em condições clínicas mais delicadas. “Recebemos recém-nascidos muitos prematuros. Temos bebês com 400, 800 gramas ou 1 quilo, e o leite humano é fundamental para a evolução deles”, explica a nutricionista Giovana Ferraz Ferolla.

Giovana também explica que após o retorno do leite processado, todo o preparo é realizado no lactário do hospital. “Fazemos o envase em seringas ou mamadeiras e a oferta ocorre a cada três horas, ou conforme a prescrição médica de cada bebê, aí essa parte envolve as áreas como enfermagem, nutrição e médicos”, completa.

Além da coleta, o hospital realiza todo um trabalho de orientação às mães, com visitas leito a leito nas maternidades, ensinando técnicas de massagem nas mamas, pega correta do bebê e cuidados para evitar o acúmulo excessivo de leite. Durante esse processo, a equipe identifica possíveis doadoras e tira dúvidas sobre a amamentação. “Muitas mães acreditam que doar pode fazer o leite acabar, mas é justamente o contrário: quanto mais estímulo, maior a produção”, ressalta Kessy.

O volume de leite arrecadado depende da quantidade de nascimentos na unidade, porém, nos últimos meses, a coleta apresentou um crescimento significativo. A média mensal passou de cerca de 1 litro para aproximadamente 8 a 9 litros. Apesar do avanço, a demanda ainda é maior do que a quantidade coletada, o que reforça a importância da divulgação e conscientização sobre a doação de leite humano.

“Esse trabalho demonstra o empenho que os profissionais do HMUT têm em oferecer um cuidado integral aos pacientes, nesse caso, em especial, os recém-nascidos. Investir nesse serviço é investir na vida, no cuidado qualificado e em um futuro mais saudável para as crianças”, destaca Dra. Letícia Bellotto Turim, advogada especializada no terceiro setor e presidente do Grupo Chavantes.