Nesse último fim de semana (14 e 15/06), debutei na maior Bienal do livro do Brasil, pela primeira vez estive na Bienal Rio como expositor. Acompanhando a editora FLYVE que produziu meu livro, tive a oportunidade de expor (e vender) meu último lançamento, ESTRADA PARA ZYBELLIUM.
Não imaginava a grandeza da Bienal-Rio, não imaginava que a presença e energia do público fosse tão intensa. Não esperava o gigantismo dessa Bienal.
Por motivos de trabalho e, é claro, financeiro, fiquei apenas dois dias, sábado e domingo, que foram suficientes para ter uma ideia do espetáculo que é a Bienal-Rio. Grandes autores nacionais e internacionais, palestras espetaculares com grande participação de animadas e atentas plateias, stands absolutamente enormes e espetaculares, uma imensidão de títulos dos mais diversos gêneros e, é claro, adorei a praça de alimentação com grande oferta e variedade de coisas gostosas, menos os preços que estavam temperados demais, para meu paladar (e bolso), muito salgados.
Mas, tenho que dizer, a Bienal foi surreal, insana, inimaginável.
É claro que não é fácil participar, principalmente como expositor, de uma Bienal no Rio. Começa pelo problema da inscrição que não é fácil e é muito caro. Tive o meu trabalho facilitado porque foi a editora quem fez a minha inscrição, mas os problemas continuam, fico simplesmente apavorado em dirigir no Rio, por tudo o que a gente já ouviu sobre turistas que erram caminhos e vão parar dentro de favelas. Sei lá se é tudo verdade, na dúvida, preferi ir de ônibus. Passagem cara, ônibus desconfortável, horários desrespeitados, desconforto com malas até colocar no ônibus e, pior, chegar a rodoviária do Rio de Janeiro que, convenhamos, é sempre um local perigoso.
Bom, malas descarregadas, muito cuidado, e lá vamos nós pegar um uber para o pequeno e caríssimo hotel, outro momento complicado. Distância absurda, duas horas e meia de percurso, resultando em mais um dolorido gasto com o transporte. Seguimos para o Hotel, próximo ao Riocentro, na bela Barra da Tijuca, local onde acontece a Bienal. Já dentro do carro, trânsito terrível na tarde de sexta-feira na capital fluminense, trânsito absolutamente travado, motos por todo lado, buzinando constantemente, em grande velocidade nas enormes avenidas cariocas.
Que desesperador e tive a certeza de que jamais seria uber no Rio de Janeiro. Me sinto absolutamente incapaz.
Finalmente no hotel, expectativa e ansiedade enormes para o dia seguinte.
Chegamos na Bienal, o show vai começar. Público enorme, ansioso, correndo para todo lado, empurrando e, o melhor de tudo, comprando livros, muitos livros.
O stand da FLYVE lindo e lotado, stands vizinhos lotados, corredores lotados e o inexperiente expositor com o sorriso atravessando toda a face, ainda incrédulo com tanta agitação, correria, energia. Com tanta agitação, o sábado voou, o domingo voou e nem tive a oportunidade de visitar os pavilhões 1 e 2. Só conheci o 3 e o 4 onde estava o stand da FLYVE, mas chegou a Segunda-feira, hora de recomeçar a saga, uber, rodoviária, ônibus e de volta a minha Taubaté querida. Voltei feliz, realizado, conheci a maior Bienal do livro do Brasil e, o melhor, vendi inacreditáveis e inesperados 21 exemplares de “ESTRADA PARA ZYBELLIUM”.
E que venham outras feiras e Bienais.






















