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quarta-feira 29 abril 2026
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“Crônicas e Contos do Escritor” – Ah, esses ipês!

A espetacular Tabebuia, também conhecida como Ipê, peúva, pau d`arco, Ipeúna e outros nomes, é a expressão pura da obra de Deus.
Os Ipês, nome mais popular, mais conhecido, da Tabebuia, tem uma certa identidade com a natureza brasileira, são muito resilientes e representam a esperança e o renascimento se tornando quase um símbolo nacional.
A palavra Ipê vem do tupi e significa “árvore de casca grossa”.

Sejam amarelos, brancos, roxos ou rosas, são plantas lindas, verdadeiras maravilhas ou, quem sabe, diria o poeta, verdadeira poesia em forma de planta. Apesar das quatro cores serem as mais conhecidas, na verdade, os Ipês possuem aproximadamente 100 espécies.

Uma muito comum no Brasil é o Ipê verde que, por ter a cor muito parecida com as tradicionais folhas verdes de qualquer árvore, chamam menos atenção e, normalmente, passam despercebidas.
Mas como as tradicionais, e mais populares, são mesmo as quatro cores, podemos traduzir um pouco sua florada, que segue, quase que religiosamente, uma sequência lógica.
Primeiro vem o Ipê-roxo, que floresce entre os meses de maio a agosto podendo se estender até o meio do mês de setembro.

Em seguida vem o Ipê-amarelo (que na minha opinião é o mais lindo) que floresce no auge da seca, ou seja, geralmente, entre os meses de julho a setembro.
Na sequência, vem o Ipê-rosa cuja floração ocorre entre os meses de setembro a novembro, mas pode variar dependendo do clima.
E, para concluir, em seguida, vem o Ipê branco, um dos últimos a nos brindar com sua beleza, com sua poesia. Sua floração é a mais curta dos Ipês, podendo durar apenas de dois a três dias.

É claro que a intensidade do frio e das chuvas podem interferir na duração de suas floradas, assim como mudanças climáticas mais rígidas, como calor prolongado.
O Ipê branco apesar de ter o menor período de florada, às vezes, pode nos maravilhar com mais de uma florada no ano.

Recentemente, tive a grata oportunidade de ver o canteiro central da avenida JK, tão conhecida dos Taubateanos, virar um belo tapete amarelo com as folhas caídas dos Ipês que enfeitam a avenida e maravilham quem por ali passa. Passei várias vezes, somente para desfrutar da beleza proporcionada pelos imponentes e exuberantes Ipês-amarelos.
Ainda falando dos Ipês-amarelos, alguns dias atrás, uma foto, linda demais, de uma árvore dessa espécie, viralizou na internet conquistando dezenas de milhares de “likes” e de visualizações e, para minha surpresa, a foto era de uma árvore da cidade de São José dos Campos, nossa vizinha. Era impressionante o quão belo estava aquele Ipê, simplesmente maravilhoso, o que justificava toda a celeuma em volta da foto.

Creio que a beleza e a exuberância de um Ipê florido (principalmente o amarelo, disparado para mim, o mais bonito) mexe com qualquer um.
Beleza pura, poesia, nos enche os olhos e nos acalma o coração. No meio da confusão do trânsito e da correria de nosso dia a dia, nada como parar um pouco, respirar fundo e admirar por alguns minutos a beleza do Ipê. A impressão é que até nossa alma agradece por esses minutos de prazer.

Não há como entender que um ser humano consiga passar por um Ipê florido sem admirar sua beleza. Haja insensibilidade. Olhar para um ipê florido é como olhar para Deus, é sentir sua presença, é sorrir com a alma, ter a leveza de momentos inesquecíveis, é como viajar para o paraíso levado por nuvens de algodão sob o som divinal de cítaras e harpas.

Então, na próxima vez que ver um ipê, não esqueça de aproveitar o êxtase que essa visão vai lhe proporcionar.