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sábado 7 março 2026
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Comunicação 360 – Cliente chato

O cliente questiona tudo, pede mais do que foi combinado, desconfia do seu trabalho, pechincha cada detalhe e, no fim, ainda sai insatisfeito. Que prestador de serviço nunca viveu este drama? Cansa, desgasta e rouba a sua energia. E quase sempre a pergunta que fica é: “Por que esse tipo de cliente sempre aparece para mim?”

A resposta raramente está no azar. Na maioria das vezes, está no seu posicionamento. A forma como você se comunica, se apresenta e se posiciona no mercado influencia diretamente não só na quantidade, mas no tipo de cliente que você atrai.

Mais importante do que saber quem você quer atender é saber, com a mesma clareza, quem você não quer. Um posicionamento forte faz exatamente isso: aproxima quem faz sentido e afasta quem não faz. Ele funciona como um filtro natural.

O cliente chato não apareceu do nada. Ele foi atraído por algum sinal, ainda que involuntário, de que ali haveria margem para isso.

Se você responde mensagens a qualquer hora, inclusive à noite, em finais de semana e feriados, o sinal emitido é claro: sua agenda não precisa ser respeitada.

Se você aceita mudar escopo sem reajustar valor, o recado é que o serviço adicionado não tem valor.
Se você não deixa claro prazos, processos e limites, o cliente entende que tudo é negociável o tempo todo.

Agora, imagine o oposto: clientes que entendem o valor do seu trabalho, respeitam acordos, confiam em você e caminham junto. Eles existem. E em quantidade suficiente para que você não precise se contentar com relações profissionais ruins por medo de ficar sem demanda.

Existe uma crença comum de que “é melhor ter qualquer cliente do que nenhum”. Ela mantém muita gente presa a relações desgastantes e impede o crescimento.

Na prática, clientes ruins ocupam espaço, agenda e energia que poderiam estar disponíveis para clientes melhores.
Posicionamento não é só sobre atrair. É também sobre repelir. É escolher com quem você quer caminhar. É entender que a sua marca pessoal comunica limites, critérios e expectativas o tempo todo.
Talvez o caminho não seja aprender a lidar melhor com o cliente chato.

Talvez seja construir uma marca pessoal tão clara, coerente e bem posicionada que esse cliente simplesmente nunca chegue até você.

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por Cris Veronez
crisveronez.lima@gmail.com