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sábado 7 março 2026
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Comércio da região deve perder quase R$ 900 milhões com os feriados nacionais em 2026

Comércio da região deve perder quase R$ 900 milhões com os feriados nacionais em 2026

Esse ano, serão 12 feriados em dias úteis e quatro pontes

Um estudo realizado pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região), em parceria com a FecomercioSP, projetou quanto o varejo da Região Metropolitana do Vale e Litoral Norte pode deixar de faturar nos dias de feriados nacionais e pontes.

Em 2026, a expectativa é que o comércio da RM Vale registre uma perda de R$ 897,4 milhões, alta de 9,9% em relação ao ano passado. Em termos absolutos, representa um aumento de R$ 80,7 milhões.

O principal motivo para essa alta nas perdas é o maior número de feriados em dias úteis. Em 2025, foram 9 feriados em dias úteis e “5 pontes”. Esse ano, serão 12 feriados em dias úteis e quatro pontes.

Quatro das cinco atividades analisadas devem registrar aumento na perda de faturamento em relação ao ano passado. As farmácias e perfumarias devem apresentar a maior alta proporcional, de 15,8% atingindo R$ 107,6 milhões, seguido pelos supermercados com elevação de 10,4% que deixarão de faturar cerca de R$ 483,5 milhões, tendo a maior participação no total de perdas representando 53,9% do total. As lojas de vestuário, tecidos e calçados devem apresentar um aumento de 7,3% no montante de perdas, estimada em quase R$ 72,6 milhões. Já as lojas de móveis e decoração devem deixar de faturar cerca de R$ 7,3 milhões, sendo a única a apresentar queda, de 28,5% em relação a 2025.

“É importante dizer que esse levantamento mostra uma possível redução de movimento no comércio varejista e para um comportamento médio, não observando características sazonais e regionais. Aqui em nossa região principalmente, temos vários municípios que serão beneficiados pelos feriados, devido a sua vocação turística. Leva-se em consideração uma perda parcial nas vendas no dia e não a totalidade”, explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomércioSP, Dan Guinsburg.

A entidade esclarece ainda que, os cálculos são feitos a partir somente dos feriados nacionais, não considerando os estaduais e municipais. “O propósito do estudo não é mensurar a transferência de renda. É evidente que em feriados e pontes as famílias gastam mais com atividades do setor de serviços como transporte, bares e restaurantes etc. Ou seja, se de alguma forma o comércio pode ser prejudicado, o turismo, por exemplo, ganha fôlego nestes períodos”, comenta Dan.

Outro ponto importante é que foram levados em consideração apenas cinco segmentos, os mais sensíveis à compra por impulso. São aqueles que sofrem pelo consumidor não passar numa loja naquele dia após o almoço ou final do expediente e comprar alguma coisa para si ou para a casa.

No caso do comércio de bens duráveis (veículos, eletrodomésticos etc.), por exemplo, são compras feitas com programação, ou seja, se o consumidor não for adquirir durante o feriado, ele irá efetuar em outro dia, não havendo, portanto, perda para o comércio.

Vale ressaltar ainda que, embora não tenha sido contemplado no estudo, este ano também acontecerá a Copa do Mundo, que tradicionalmente altera a rotina dos brasileiros (os jogos do Brasil na primeira fase serão à noite, diminuindo eventuais efeitos negativos) além das eleições presidenciais que tendem a impactar a confiança do consumidor.