• Rogério Miguez – São José dos Campos/SP
É notório que o mundo ocidental não possui disciplina mental como o oriental.
Essa parte da Humanidade, por força do modo como se formou ao longo dos tempos, vive hoje uma rotina que impede a concentração, a meditação, a reflexão sobre suas necessidades hodiernas, sempre buscando novidades que se expressam no seu dia a dia, pulando de um lado para outro, sob os impulsos dos muitos estímulos que se apresentam.
Tomemos o nosso país como exemplo, na área do entretenimento. Há incontáveis canais televisivos provocando nos telespectadores uma busca quase frenética por temas que sejam de seus interesses. Troca-se de um canal para o outro, como se come pipocas. O controle remoto é a chave dos problemas, pois, por ele, pode-se buscar, literalmente, milhares de filmes, diga-se de passagem, em sua esmagadora maioria inúteis. Senta-se em uma confortável poltrona e, pelo apertar das teclas, varre-se um universo de propostas em todas as áreas de possível interesse.
Supreendentemente, mesmo com essa gama imensa de opções, muitos não encontram o que lhes satisfaça, um atestado inequívoco da transitoriedade dos comportamentos modernos.
A mente está sempre buscando novidades, sem tempo para perder analisando qual seria o objetivo da vida, por qual razão estamos aqui, entre outras fundamentais questões existenciais.
Mantendo essas condutas, aplicadas a diversas áreas, não sintonizamos com nada em profundidade, e a vida vai passando, sem que nos atentemos em qual estação deveríamos sintonizar para nos trazer momentos de paz e tranquilidade, nesse ritmo alucinante em que optamos existir.
Somos antenas transceptoras: emitimos e captamos, sendo que esse último aspecto, conforme o modo que elegemos viver, se torna incontrolável. As emissões geradas por mentes e equipamentos eletrônicos nos atingem queiramos ou não.
Vivemos imersos em um mar de ondas eletromagnéticas e de pensamentos.
Lembrando que hoje existe algo em torno de oito bilhões e algumas centenas de milhões de almas – Espíritos encarnados -, e algumas dezenas de bilhões de almas desencarnadas, podemos fazer um pálida ideia do que seja a atmosfera psíquica do planeta.
Há zilhões de vibrações ou irradiações cortando a atmosfera de Norte a Sul e de Leste a Oeste, em constante renovação.
Caso não disciplinemos os nossos pensamentos, estaremos sujeitos a captar estas ondulações, segundo o teor em que foram geradas.
Ocorre que essas cinco ou seis dezenas de bilhões de Espíritos vinculados à Terra, em sua grande maioria, não possuem disciplina mental para sintonizarem apenas com o bem, muito pelo contrário. Sendo assim, é de se esperar que essa massa de emissões seja caracterizada por ideias e desejos distantes dos princípios crísticos, contaminando-nos sem parar durante as 24 horas do dia, muitas vezes provocando reações sem que ao menos saibamos por quais razões as tivemos.
Essa é a realidade em que vivemos.
A Terceira Revelação vem nos alertar, mais uma vez, sobre a necessidade imperiosa de mantermos certa disciplina mental, pois, diante do mar de notícias e fatos ruins que nos chegam a todos os instantes, se não aplicarmos algum filtro a essas informações, enlouqueceremos, entraremos em estado de desespero e, nessa hora, sintonizaremos com pensamentos análogos que estão sendo gerados por bilhões de outras pessoas, e também por aqueles que estão do lado de lá, desorientados, muitos sem saber sequer que morreram. O resultado dessa sintonia não pode ser bom.
Sintonizamos, em termos gerais, com a ganância, a ambição, o poder, o ciúme, a maledicência, a sensualidade e esses maléficos sentimentos e condutas contaminam não só os nossos corpos, mas de todos os que nos cercam e o planeta.
O mal que causamos a nós próprios e à economia moral da Terra é incomensurável.
Apesar dessa situação, há aqueles que conseguem sintonizar com as forças do bem, com os seus anjos guardiões, com Jesus ou mesmo com Deus. Essas ligações mentais os protegem do assédio das forças psíquicas maléficas que circundam o planeta.
Contudo, como se estabelece essa salutar sintonia?
Através do Vigiar e Orar, sugerido por Jesus!
A vigilância está associada ao conhecimento, pois não se pode vigiar sem saber por que vigiar, o que vigiar, e, finalmente, como vigiar.
Para aquirir a chave mestra que permite abrir a porta da vigilância, é preciso estudar, entretanto, isso é exatamente o que a maioria não deseja fazer. Para muitos, estudar é algo muito distante, pois os brasileiros, particularmente, que já não costumavam ler, depois da pandemia, passaram a ler ainda menos, segundo estatísticas, bastando acompanhar a saúde financeira das livrarias para se concluir sobre essa triste situação.
Pelo estudo continuado, persistente, cuidadoso, ao longo do tempo, poderemos responder às três questões anteriormente citadas, sem prejuízo de aprender a meditar, treinar a mente a se disciplinar, aprendendo como estabelecer a disciplina mental, que leva à outra imprescindível conduta: o hábito da oração.
O Sábio Jesus tinha conhecimento do que dizia, como sempre.
Se nos habituarmos a sintonizar apenas com o bem, construindo sentimentos de outra ordem, tais como pacificação, bondade, paciência, misericórdia, agindo caridosamente com todos, vamos construir uma nova atmosfera psíquica e todos vão agradecer, inclusive a Terra, que também está em evolução e não pode ser maltratada psiquicamente como é hoje em dia.
É um desafio e tanto, mas factível, sendo preciso iniciar e dar continuidade.
Boa sintonia!






















