• Raul Teixeira – Niterói/RJ
É comum que pessoas se deem conta de sua mediunidade, bem como do Espiritismo, e sintam, a partir daí, o desejo de formar um grupo espírita. No entanto, Léon Denis, o continuador do legado de Allan Kardec, relata em seu livro No invisível que “a constituição dos grupos comporta regras e condições cujas observância influi consideravelmente no resultado a alcançar. Muitas tentativas tronam-se infrutíferas, grande número de grupos não tem mais do que uma existência efêmera, em consequência da falta de paciência, de dedicação e de coesão.” Pelos seus conhecimentos e experiência, poderia nos relatar quais as melhores diretrizes para o êxito nesse tipo de empreendimento?
Para o êxito de qualquer formação espírita, sejam grupos de estudos espíritas ou reuniões práticas de Espiritismo, as quais são chamadas reuniões (ou sessões) mediúnicas, há que se dar atenção a alguns itens bastante importantes, indispensáveis mesmo:
a) Objetivo superior: Desejo de dedicar-se a uma atividade do bem valendo-se das instruções dos nobres Espíritos, Guias da humanidade;
b) Vontade de dar sentido à existência terrena: Anseio de romper os laços da ignorância; amor pelos estudos, amor que se desenvolve aos poucos, desde que o interessado imponha a si mesmo algumas disciplinas, a fim de obter êxito; anseio por servir aos irmãos do caminho evolutivo, sem ingenuidade, mas consciente de que as pessoas são como são e que a elas caberão o desejo, a vontade e a iniciativa de aplicar às suas vidas os conhecimentos adquiridos no Espiritismo;
c) Saber atuar em equipe: Será sempre complicada a iniciativa de formar um grupo espírita por parte de indivíduos absolutistas, que querem ser os donos e dizer sempre a última palavra; por outros que são verdadeiros laissez-faire, que desejam agradar a todos em qualquer ocasião; por aqueles que detestam agir, servir, trabalhar, se mover; por outros que se conformam com um grupo de leitores e discutidores inúteis, para os quais rezar muito e transferir aos desencarnados responsabilidades humanas é o bastante.
Num grupo espírita deveremos ser sempre irmãos e servidores uns dos outros, sem transigir, porém, com os princípios e fundamentos do Espiritismo, conforme no-lo entregou Allan Kardec. Não deveremos perder a capacidade de utilizar o ensinamento do Cristo a respeito da coerência que devemos ter, na oportunidade de que o nosso falar seja sim, sim; não, não.
A quem participe do grupo caberá desenvolver em si próprio o gosto pelos estudos sérios da Doutrina Espírita, empenhando-se em incentivar, em sensibilizar outros companheiros para trilharem os mesmos afortunados caminhos.
Certos de que o Espírito de Verdade, nas páginas espíritas, nos conclama ao amor e à instrução, deveremos envidar nossos melhores esforços para que o grupo espírita que venhamos a formar, ou aquele onde atuamos, não se distancie, ainda que minimamente, dessa dualidade, a fim de que seja madura e venturosa a nossa cooperação com as sociedades em que vivemos.
Nota: Do livro Quando a vida responde – Diversos Espíritos – Editora Fráter – questão 5
Coluna Espírita – Regras para formação de grupos espíritas
set 17, 2025RedaçãoColuna Espírita (Agê)
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