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sábado 7 março 2026
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Coluna Espírita – Implantação de artefatos perispirituais

Coluna Espírita – Implantação de artefatos perispirituais

• Rogério Miguez – São José dos Campos/SP
O capítulo das obsessões é oceânico, ou seja, há muita literatura espírita confiável sobre o tema e, sem dúvida, há muito ainda por conhecer.
Ocorre que, como não há, no meio espírita, estudos continuados sobre o tema em análise, esta face da obsessão permanece desconhecida de grande maioria, isto é, a possibilidade de implantação de artefatos fluídicos no perispírito de certas vítimas de Espíritos vingativos.
Do que conhecemos, há cinco relatos que indicam esta realidade, contudo, deve haver outros. Vamos elencá-los:
1. A médium fluminense Yvonne do Amaral Pereira descreve o caso de um jovem com 12 anos de idade, levado pelo pai ao antigo “Centro Espírita de Lavras”, época em que a própria médium servia de intérprete ao Espírito Dr. Bezerra de Menezes. Este jovem fora atacado por uma espécie de paralisia infantil desde os seus dois anos, deformando-lhe pernas e braços. Era, além de tudo, também mudo. Yvonne assim descreve:
Ao penetrar a sede do Centro, acompanhado pelo pai, os dois videntes então presentes e também eu mesma, também presente, fomos concordes em perceber uma forma escura e compacta cavalgando o rapaz, como se ele nada mais fosse que uma alimária de sela, visto que até as rédeas e o freio na boca existiam estruturados na mesma sombra escura. […] médicos consultados já haviam esgotado os seus recursos científicos para o curarem.1
A forma escura montada nas costas do garoto nada mais era do que o seu obsessor, antigo escravo, odiento e vingativo, em virtude do sofrimento que lhe fora imposto pelo seu senhor de então. Todavia, mediante o tratamento espírita, o jovem ficou literalmente curado no espaço de trinta dias. E a médium assim finalizou:
Deslumbrado, o pai do rapaz tornou-se espírita com toda a família, desejoso de se instruir no assunto, enquanto o filho, falando normalmente, explicava sorridente:
– Eu sabia falar, sim, mas a voz não saia porque uma coisa esquisita apertava minha língua e engasgava a garganta…
Essa coisa esquisita seria, certamente, o freio forjado com forças maléficas invisíveis…2
2. Em outra obra:
Iremos fazer uma implantação – disse em tom de inesquecível indiferença o Dr.Teofrastus – de pequena célula fotoelétrica gravada, de material especial, nos centros da memória do paciente. Operando sutilmente o perispírito, faremos com que a nossa voz lhe repita insistentemente a mesma ordem: “Você vai enlouquecer! Suicide-se!” Somos obrigados a utilizar os mais avançados recursos, desde que estes nos ajudem a colimar os nossos fins.
Este é um dos muitos processos de que nos podemos utilizar em nossas tarefas… Estarrecidos, vimos o cruel verdugo movimentar-se na região cerebral do perispírito do jovem adormecido, com diversos instrumentos cirúrgicos, e, embora não pudéssemos lograr todos os detalhes, o silêncio no recinto denotava a gravidade do momento.3
Neste outro caso, o encarnado, diante do quadro de dificuldades apresentando-se em sua vida, terá amplificado o desejo pelo suicídio e, em consequência, pode acabar optando por esta falsa “solução” salvadora.
3. É ainda Manoel Philomeno de Miranda quem nos traz outra referência a instrumentos fluídicos para realizar uma cirurgia no plano espiritual, com menção inclusive a um aspirador para retirar fluidos deletérios. Agora, os aparelhos e a cirurgia foram recursos utilizados por bons Espíritos, visando o bem, contudo, devemos concordar que os maus Espíritos também podem construir aparelhos fluídicos e conhecer técnicas de cirurgia para, conjugando estes dois recursos, instalarem artefatos parasitas no perispírito de suas vítimas.4
Espíritos ignorantes e perversos não são incapazes, estão atrasados apenas moralmente, contudo, conhecem técnicas e possuem inteligência suficiente para tentar equiparar-se aos bons na elaboração de instrumentos e aparelhos visando evidentemente não o bem, mas a facilitação de seus objetivos doentios e perversos.
4. Ainda com Manoel Philomeno de Miranda, temos uma menção do Dr. Ignácio Ferreira sobre o tema:
[…] Concomitantemente, as indiscutíveis terapias desobsessivas recebem cuidados especiais, particularmente nos processos de vampirização, para libertar aqueles que submetem as suas vítimas, internando-os logo depois para tratamento de longo curso; para cirurgias perispirituais de retirada de implantes perturbadores, que foram fixados no cérebro e prosseguem vibrando na área correspondente do psicossoma; […]5
Nesta mesma obra, no capítulo Indagações esclarecedoras, há outra menção a cirurgias para extração de células fotoelétricas implantadas no encéfalo perispiritual, clichês insculpidos na memória psíquica, etc.6
5. O Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, promoveu encontro com Divaldo Pereira Franco e, ao longo dos debates, o tribuno baiano fez menção, à implantação de células perturbadoras nos perispíritos de muitos obsidiados, como nos de seus algozes.7
A implantação de aparelhos parasitas no perispírito é um fato: como proceder para retirá-los ou, melhor ainda, como evitar este desfecho?
Da mesma forma que o aparelho parasita foi implantado, os trabalhadores do Mundo Maior podem promover a retirada deles. É claro que será preciso haver uma intervenção cuidadosa analisando a situação e determinando quais providências tomar caso a caso. No exemplo do livro Recordações da Mediunidade, foi suficiente retirar o freio bucal, e o menino voltou à normalidade, podendo falar.
Tudo vai depender do momento adequado para se desfazer ou retirar o aparelho parasita, uma vez que, se o implante foi colocado e permitido, o obsidiado deverá experimentar durante um tempo este tormento, considerando que algo deve ter feito para gerar tanto ódio dos obsessores, é uma questão de resgate.
É possível que trabalhadores do bem encarnados, ao doarem seus fluidos, nas casas espíritas em que laboram, conscientes ou não, possam também colaborar com as operações de retirada dos artefatos parasitas sem que o saibam.
Mas, é claro, a ação preventiva é que conta e, neste particular aspecto, a opção mais acertada seria a vivência do Vigiar e Orar, buscando evitar cair nas tramas de Espíritos ainda desorientadas que se transformam, temporariamente, em obsessores.
Àqueles que desejem conhecer mais sobre o capítulo das obsessões, sugerimos, entre outros, que não apenas leiam, mas estudem a obra Obsessão em 100 respostas – Editora O Clarim, nela poderão encontrar variados temas sobre as diversas modalidades das obsessões.

REFERÊNCIAS:
1 PEREIRA, Yvonne A. Recordações da Mediunidade. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. O Complexo Obsessão. p. 231.
2 _________. p. 234.
3 FRANCO, Divaldo P. Nos Bastidores da Obsessão. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 3. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1984. Processos Obsessivos. cap. 8. p.159-160.
4 _________. Nas Fronteiras da Loucura. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 2 ed. Salvador – BA: LEAL, 1982. O caso Ermance. cap. 8. p. 69.
5 _________. Tormentos da Obsessão. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 9. ed. Salvador: LEAL, 2007. O Sanatório Esperança. cap. 2. p. 40.
6 _________. Indagações esclarecedoras. cap. 8. p. 119.
7 Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz. Mediunidade – Encontro com Divaldo. 4. ed. São Paulo: Mundo Maior Editora, 2004. O estudo doutrinário e o médium. perg. 13. p. 53.