• Raul Teixeira – Niterói/RJ
Segundo o Espiritismo, a mediunidade serve também como ferramenta de auxílio e socorro aos desencarnados sofredores e até mesmo aos obsessores. Não poderiam os Espíritos superiores tratar dos desencarnados diretamente, sem necessitar da contribuição dos médiuns?
De fato, são os Espíritos Superiores os grandes tratadores das almas em sofrimento de quaisquer naturezas que chegam ao Além. A contribuição que aos médiuns encarnados dão aos trabalhos dos Espíritos superiores é de pouca relevância, quando consideramos as condições intelecto-morais gerais dos médiuns.
Em sã consciência, não podemos admitir que com pouquíssimo tempo dedicado aos deveres mediúnicos – isso quando se tem médiuns dedicados -, uma ou duas horas por semana, consigamos grandes atuações no socorro aos sofredores ou obsessores de quaisquer tipos.
De outro lado, torna-se difícil imaginar que consigam oferecer grandes ajudas ao Mundo Invisível, médiuns que ainda não conseguiram se libertar de seus vícios, quaisquer que sejam; médiuns que ainda estão presos a paixões perturbadoras, a mágoas, ciúmes, invejas e mesmo ódios; médiuns que sofrem de grave bibliofobia e que optam pela ignorância, preferindo inventar falsas explicações para as peripécias da vida aos invés de buscaram as dignas respostas que o Espiritismo tem para nós; outros médiuns que lamentavelmente, estão mais interessados em apresentar-se com seus minguados poderes e com egos inchados do que em servir de pétreo suporte sobre o qual possam levantar-se a luz, o entendimento, a saúde e a paz para si e para todos.
É fora de dúvida que os médiuns encarnados ofertam a sua cooperação aos Guias Invisíveis, nos labores aos quais se acham ligados. Porém, os referidos Guias precisam ser dotados de profundo espírito de compreensão, de intenso amor ao próximo e de uma crística paciência, a fim de que consigam atender as necessidades dos desencarnados infelizes e ainda contornar as deficiências – quase sempre alimentadas e mantidas sob diversas justificativas – de grande número dos médiuns que se apresentam dizendo querer trabalhar no bem, mas que, no fundo, não conseguem, sequer, trabalhar em si mesmos, no esforço por superar as suas más inclinações ou suplantar suas amplas limitações.
Nota: Do livro Quando a vida responde – Diversos Espíritos – Editora Fráter – questão 4






















