• Raul Teixeira – RJ/Niterói
Ainda há, hoje em dia, grandes desafios na divulgação do Espiritismo nas regiões interioranas do nosso país. Seria importante a concentração de eventos espíritas de grande repercussão nessas regiões?
É bem verdade que encontramos muita dificuldade na divulgação doutrinária no interior brasileiro, em virtude de muitas variáveis que já não contamos nos grandes centros urbanos. Mas isso não significa dizer que nesses grandes centros urbanos também não existiam dificuldades de outros teores, exatamente porque são grandes centros. No interior, diz-se faltar gente que explique, cursos que orientem, condições menores de aquisição de livros ou de pagar viagens para compartilhar de eventos em lugares distantes.
Nos grandes centros há a exigência das empresas na liberação dos confrades; há os incontáveis atrativos como festas, shows disso e daquilo, praias, esportes, clubes e excesso de lazeres que costumam atrair muita gente.
A divulgação bem feita do Espiritismo não depende dos grandes eventos realizados aqui ou ali, mas da manutenção dos estudos bem realizados no dia a dia dos centros espíritas; da boa disposição de dirigentes e de frequentadores na atividade genuinamente espírita, além da vivência dos postulados doutrinários, nos esforços do cotidiano.
Será importante levar às regiões interioranas esses eventos de grande magnitude, não como condição indispensável para a divulgação do Espiritismo, mas como reforços de que todos necessitamos para o intercâmbio de experiências, para a convivência entre confrades de outros lugares, ampliando e estreitando os nossos vínculos fraternais.
Nota: Do livro Quando a vida responde – Editora Fráter – cap. II – questão 2.






















