• Jacob Melo
Costumo citar em algumas palestras que o grande médico norte-americano, Dr. Carl Simonton, um dos mais renomados médicos oncologistas do planeta, usava iniciar suas anamneses junto aos seus pacientes com uma pergunta bastante simples: “O que você quer vindo me procurar? ”. Quando o candidato a paciente respondia que desejava ser curado por ele, invariavelmente o Dr. Simonton dizia que não poderia proceder o atendimento, e de nada adiantava o paciente insistir, pois ele não o atenderia. Todavia, se o candidato respondesse que ali estava porque queria se curar, logo ele o admitia como possível de ser tratado. O que isto queria dizer? Simples: quem quer se curar precisa querer fazer parte da luta e não simplesmente se entregar para que outrem o cure. E veja-se que, no caso, estamos nos referindo à medicina tradicional.
Não podemos negar que o Magnetismo, recebido com maior confiança tem, nesse fator, um elemento bastante considerável no tocante aos seus resultados.
O que não podemos, de forma alguma, é concluir que esse fator seja o mais relevante de todos ou que sem ele a ação magnética ficasse de mãos atadas. Não é isso, pois tem pessoas que se curam, magneticamente falando, sem colaborarem com o tratamento ou, em outras circunstâncias, quando ele está em coma ou em estado de alta perturbação mental, ainda assim tudo parece funcionar como se “o vento estivesse a favor”.
Mas quem magnetiza já sentiu na própria pele – ou usinagem, como seria melhor expressar – o quão mais penosos e tensos ficam os procedimentos em pacientes refratários, ao contrário da maior facilidade que oferece o enfermo que se ajuda e colabora com a terapia.
O Magnetismo, como a querer pôr em cheque quase todas as afirmativas que se faz sem que se medite, reflita e se observe a realidade dos fenômenos com a lente da perspicácia e da íntegra honestidade, costuma deixar muitos vieses para que melhor avaliemos e valorizemos essa prática que é, em verdade, muito mais uma ciência grave, séria e profunda, do que o simplismo de uma larga maioria vive ensejando ao mundo.
Simplesmente acreditar no magnetismo tem valor bastante ponderável, mas ele, por si só, não é suficiente para promover as curas e mudanças que se busca alcançar. Daí ser relevante que tanto o magnetizado como o magnetizador se esforcem para obter o melhor, fazendo cada um sua parte no processo e rogando a Deus e aos Amigos Espirituais que concluam os trabalhos sempre em nome da Vida e do Amor.
Até que ponto a confiança do magnetizado influencia nos resultados do tratamento magnético?
jun 22, 2018Bruno FonsecaColuna Espírita (Agê)
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