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sábado 24 Fevereiro 2018
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Varejo da região deve perder cerca de R$ 235 milhões com os feriados nacionais em 2018

Varejo da região deve perder cerca de R$ 235 milhões com os feriados nacionais em 2018

O comércio varejista da RM Vale deve perder cerca de R$ 235,6 milhões em 2018 por conta dos feriados nacionais e pontes, segundo dados recebidos pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté).
As estimativas são Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Esse montante é aproximadamente 22% superior ao dado projetado em 2017, sendo a maior variação entre as 16 regiões analisadas. É importante salientar que o número de feriados e pontes em 2018 será o mesmo de 2017, 15. Portanto, esse aumento é motivado exclusivamente pela melhora da estimativa de crescimento nas vendas do comércio para este ano.
O segmento de ‘Supermercados’ deve ser o que mais deixará de faturar, em torno de R$ 103,6 milhões, prejuízo 20% maior em relação a 2017, correspondendo a 44% das perdas totais da região. No entanto, ‘Lojas de móveis e decoração’ terá a maior variação do prejuízo, 60% acima do estimado para 2017, e perda de R$ 4,2 milhões nas vendas.
Para as demais atividades, as projeções também são de prejuízo: Farmácias e perfumarias (de R$ 25 milhões, crescimento de 20% na comparação com 2017); Lojas de vestuário, tecidos e calçados (de R$ 21,1 milhões, montante 25% superior ao ano anterior); e Outras atividades (de R$ 81,6 milhões, 23% maior que em 2017).
Nos cálculos, a FecomercioSP se limitou aos feriados nacionais e setores passíveis de sofrerem uma redução no ritmo de vendas, em que a compra por impulso é relevante, uma vez que os produtos, em grande parte, têm um valor unitário mais baixo, como o setor de roupas e calçados, perfumarias e cosméticos etc. Além disso, está sendo considerado que apenas uma parcela pequena das vendas nos feriados e pontes sejam afetadas, e não o faturamento do dia todo. Cada feriado é ponderado de acordo com o tamanho do comércio daquele mês de referência.
Destaca-se também que a Copa do Mundo será realizada entre os meses de junho e julho, e o Brasil jogará em dias de semana, como quarta e sexta-feira. Porém, o estudo não considera esses dias por haver diferenças de políticas entre as empresas, podendo ou não liberar os funcionários por tempo parcial ou total.
Vale ressaltar, por fim, que, até novembro passado, as pequenas e médias empresas (cerca de 80% do total) apresentavam grande dificuldade para abrir nesses feriados. Muitas delas optavam por não abrir devido aos custos trabalhistas e de funcionamento não cobrirem o faturamento daquele dia.