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segunda-feira 21 agosto 2017
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Santo Verbo – Aprendizado em Templo Budista

Em um esboço humano-geológico e contemporâneo, a mais substancial, deleitável das aptidões e laboriosa, é indubitavelmente, a expressão da palavra. Santo Verbo participa como instrumento – de ação – com uma pitada de condimento, em reverência à Vida.

Aprendizado em Templo Budista

Monge Budista no Templo

Um monge que falava, alegremente, nas dependências de um mosteiro, após um ritual, ao público visitante, na Província de Sichuan na China. Incluí-me a um grupo de desconhecidos para escutar o que se passava. O intérprete, do Mandarim para o Inglês, não mediu esforços e traduziu a sabedoria monástica: “a energia sempre flui em direção ao objeto do amor. Pois, sempre que uma pessoa perceber a energia presa, em si mesma, esse é o sinal para liberar a fluidez. Encontrar alguma coisa para amar. Qualquer coisa serve, portanto se trata apenas de uma razão: pode ser uma árvore de um parque que você toca de modo amoroso ou mesmo uma massagem aplicada afetuosamente.
Havendo amor, a energia se canaliza na direção da pessoa. Comparando a água que escorre e não importa se está longe ou perto do mar, é pra lá que ela se destina. O mesmo ocorre com o amor; seja onde for que esteja o amor, a energia estará sempre buscando atingir um “estágio do amor” – estará sempre em dinâmica.
É interessante lembrar que o amor é tão quente quanto o ódio – só a indiferença é fria. Mesmo quando se odeia, algumas das vezes a energia brota. Sem duvidar que esse mesmo fluxo raivoso é de poder destrutivo. As pessoas podem até sentir-se bem após uma explosão de raiva, mas algo foi liberado, quando poderia ter sido canalizado pelo amor. Contudo é melhor a liberação da raiva do que conter a indiferença. Não é a ação de uma massagem que tira a dor, mas o interesse e o amor da própria pessoa.
A qualquer momento que se perceber que está se passando alguma coisa de estranho, diferente, fique em silêncio, lembre-se de alguém, de algo, que você ama – pode ser uma mulher, uma criança, um animal de estimação ou um botão de rosa. De súbito, você perceberá a energia fluindo novamente. A indiferença é bloqueio para a fluidez. Sugere o monge em tom mais alto: Pratiquem. Vocês, finalmente, conhecem a chave: o amor é a chave. E o amor é dinâmico. Esse é o meu movimento pela vida.” Sorriu o monge.