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sábado 18 novembro 2017
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Santo Verbo – Physalis, Nutritiva e Exótica

Uma baga globosa, pode-se dizer que é saborosa não só para rimar na glosa, decerto, também, é uma fruta garbosa. O termo physalis , do grego, “physa”, significa bexiga ou borbulha.

A physalis, que se lê (fisális) é uma fruta comestível do grupo das solanáceas. Da família do tomate, da berinjela e pimentão. Ela é coberta por delicada folha em forma de taça, com variação de tons amarelos e cor alaranjada. Nessa frutinha há grande concentração das vitaminas A e C,  nutrientes como “ferro”, “fósforo”, flavonoides e carotenoides.

Típica da extensão subtropical da Amazônia, também no leste dos Estados Unidos e em países Andinos. A Colômbia na atualidade é o maior produtor e exportador de physalis. Em Portugal o fruto é conhecido por tomate capucho. Noutros lugares, a fruta varia de nome como mulaca, camapu, balãozinho, bucho de rã, uchuva e tomatillo, em Espanhol;  downy ground-cherryhusk-tomatostrawberry tomato, em Inglês.

No Vale do Paraíba, nas cidades de Cunha e Campos do Jordão vi  physalis em três quintais da redondeza e as saboreei em quiosques de alimentação nos dois municípios. O cultivo dessa planta pode ser feito a qualquer período do ano. É bem adaptável a clima quente com tolerância ao frio, em moderada elevação, acima do nível do mar.

Originária de uma ramificação de caules em sentido vertical, cada physalis mede, aproximadamente, de um centímetro e meio a dois centímetros e meio de diâmetro. O fruto se desenvolve dentro de uma “embalagem” de fina fibra semelhante a uma sofisticada peça de renda trabalhada em bilro; ou também, se compara o revestimento natural da physalis a um aprimorado papel para presente feito de palha de milho ou de arroz usado na China e Japão.

Ela possui, ao mesmo tempo, sabores cítrico e adocicado. Pela sua versatilidade é comumente consumida in natura, em saladas de frutas, geleias, licores, compotas, usada na degustação de vinhos, como também, serve de decoração na gastronomia natalina, sorvetes e tortas.

 

Por Tibério de Sá Leitão