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segunda-feira 23 outubro 2017
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Santo Verbo – Milho, História e Sabores do Grão 

Os primeiros indícios do cultivo de milho feitos em pequenas ilhas próximas da faixa litorânea do México registram, aproximadamente, 7.300 anos. Na América do Sul, em um sítio arqueológico de Waynuna, no Peru, foram encontrados grãos de amido que datam de 4.000 anos. Há cerca de 40 séculos já havia cultura do milho em aldeias ameríndias. O plantio do milho, aqui no Brasil, já existia antes da chegada de colonizadores portugueses. A partir das grandes navegações no século XVI, o cereal se dispersou em diversas partes do mundo, em mesmo período, da  colonização do continente americano.Do grão de milho se faz canjica ou curau, pipoca, biscoito, mungunzá adoçado ou salgado, suco, pamonha, bolo, sorvete, licor, aguardente, creme de milho, óleo, caramelos e dezenas de pratos feitos de grânulos de amido.  Na Literatura Infantil, o escritor Monteiro Lobato criou o Visconde de Sabugosa, personagem feito de sabugo de milho que expressa o infindável conhecimento da humanidade.   É um alimento energético e natural, ricamente nutritivo, o milho é um cereal abundante em carboidrato e proteína.O grão do milho tem baixo teor de gordura, contém carotenoides, possui  componentes próprios de pigmentação amarela que auxiliam na  preservação da visão humana. Essas propriedades ajudam, também, a proteger os olhos da ação de raios ultravioletas. As potentes ações desse cereal, através do consumo, previnem contra a ação de radicais livre, colaboram no bom funcionamento intestinal, fortalecem a  pele, unhas e cabelos com a presença da vitamina A.  Mais além da ingestão desse alimento, ele é importante para a saúde humana por ser fonte de fibras, fósforo, magnésio, zinco e vitamina B1. “ O sustento da vida” é o significado do nome de origem caribenha para esse cereal. Povos indígenas cultuam o milho em cerimônias artísticas e religiosas.Várias cidades pelo Brasil afora comemoram o mês junino, mas, à mesa das festas, sempre presente está o amarelo-gema, do milho, na destacável fartura e diversidade da iguaria do Nordeste do Brasil.A composição da fotografia dessa matéria é uma decoração que produzi para comemorações em 12, 13, 17, 24 e 29 de junho. Arte em isopor com originalidade de pedaços de maçaranduba, madeira de lei, origem da fogueira de João-Menino.

 

Por Tibério de Sá Leitão