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sábado 18 novembro 2017
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Santo Verbo – A Simbologia da Borboleta

A natureza da alma humana, a (psyché), vocábulo grego que, também, se traduz como símbolo de imortalidade espiritual. A psicanálise associa a borboleta ao processo de renovação, criar alma nova, como se diz. Em maior parte das culturas é esse o simbolismo.
Na mitologia grega e, consequentemente, em crendices populares da Grécia, a representação do espírito se exprime através de uma mulher com asas de borboleta que se pessoaliza, renasce.
A cultura japonesa traz uma alusão à imagem da borboleta, à da mulher linda e charmosa que configura uma gueixa. Tradicionalmente, um matrimônio bem-sucedido, harmonioso é simbolizado em duas borboletas unidas, (muitas vezes figuras usadas em casamentos), uma representa o homem, e a outra, a mulher. No mesmo continente, para o povo sino-vietnamita a borboleta é o desejo de longevidade.
A linguagem Simbolista expressa a intuição artística desse Movimento. Estudar questões do subconsciente e do consciente humano é distanciar-se de paradigmas, de Escolas antecedentes ao Simbolismo, em relação ao âmbito espiritual.
À medida que o Romantismo se utiliza de subjetividade, ele resgata princípios emocionais guardados pelo Realismo, Naturalismo e Parnasianismo.
Conceitos Simbolistas concebem entendimentos de percepção da animosidade, dos sentimentos místico e transcendente em uma ótica de mundo. No Cristianismo, a borboleta está ligada à representação de vida e ressurreição de Cristo.
Remetamo-nos ao ciclo de nossas próprias vidas. A partir do desenvolvimento no interior de um casulo, até a gênese, uma borboleta voa, em felicitação, à frente de nossos olhos a qualquer instante do dia. Via de regra, as coisas são efêmeras, a vida é no hic et nunc, no instante Presente.
Daí, borboletas simbolizam aprendizagem, deleite, mensagens de uma nova manhã, belas mudanças ao sopro de ventos favoráveis.

 

Por Tibério de Sá Leitão