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sábado 18 novembro 2017
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Política e Políticos

O Ministério Público ajuizou ação contra a tramitação de projeto de lei, na Câmara Municipal de Taubaté, de autoria do vereador Noilton Ramos (PSDB), intitulado Escola sem partido, que tinha se tornado motivo de polêmica.

Seguindo alegação do MP, referida proposta é inconstitucional.

Desde a apresentação do referido PL, a coisa não andava bem pelos lados do Legislativo local, causador de problemas e discussões dos mais extensos, sem chances de acordos ou até de aprovação.

Pelo sim, pelo não, suspende-se a caminhada dele e aguardam-se as manifestações da Justiça.

O vereador autor da proposta, que vinha sendo alvo de ofensas e xingamentos pelas redes sociais, enfiou a viola no saco e vai cantar noutra freguesia;

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A vereadora Gorete Toledo (DEM), apresentou proposta na Câmara Municipal de manifestação de aplausos à antiga secretária de mobilidade urbana, Dolores Pino, chamada por Lola. Sem nenhum motivo que justifique a relevância de tal fato. Apenas para bajulação e falta de assunto. Para adular mesmo.

Espera-se que a Câmara não aprove tal estapafúrdio como este, da vereadora Gorete.

A antiga secretária de tristes lembranças, era o principal alvo dos críticos da antiga administração, o calcanhar de Aquiles do alcaide à época, que se livrou dela na primeira oportunidade.

Agora, vem a vereadora Gorete querer ressuscitar este defunto mal sepulto em São José dos Campos, trazendo à lembrança àquela e prestando-lhe homenagem indevida. Que nada fez por merecer.

Que ela fique onde está, bem quietinha, esquecida. Quando foi auxiliar do burgomestre, era chamada de “Lola louca”, “Lola maluca”, “bruxa malvada”, e outros adjetivos menos cotados, numa clara demonstração do repúdio que lhe era dirigido.

Taubaté não merece isso, e a Câmara deverá rejeitar tal pedido tão insólito quando estúpido da vereadora Gorete. Ou ela corre o risco de perder muitos votos numa próxima eleição.

A edil é pau mandado de alguém, isso deve ser coisa encomendada, segundo analistas.

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A vereadora Maria das Graças Oliveira (PSD), andou na última semana meio titubeante em suas propostas e afirmações, ora dizendo uma coisa, ora dizendo outra, o que se chama não falou coisa com coisa.

Disse uma coisa nas discussões do projeto de lei da Escola sem partido, depois desdisse, quis consertar, mas deu tudo errado.

A vereadora Graça ficou sem garça nessa. Foi mal. Ruim para sua imagem política.

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O reitor na Unitau, José Rui Camargo, anunciou que poderá entrar para a vida pública, devendo se candidatar a deputado nas próximas eleições.

Uma anúncio vazio, de intenções, de cartilha, de tudo, sem lenço e sem documento.

Um tipo de balão de ensaio. Se der certo, tudo bem, se não der, não disse nada.

A imagem do reitor é difusa, embaçada, no meio que não deveria ser, o universitário. Sem densidade eleitoral, desconhecido da população, ainda não se mediu o tamanho de sua intenção.

Recorda-se o dito popular, de pretensão e água benta, cada um diz o que pensa. Ou outro, que rei sou eu, sem reinado e sem coroa, sem castelo, sem rainha, afinal que rei sou eu???

O reitor deve estar ouvindo o canto da sereia. Tal como Ulisses, ele deveria ter se acautelado, e enchido seus ouvidos com cera. Assim, não passaria por este provável vexame, nem pagaria o mico, para ser mais atual, que certamente pagará a insistir nessa aventura.

Na manhã da quinta-feira, no entanto, começaram com a campanha de melhoria de imagem do reitor José Rui, dando entrevista pela rádio chapa branca, falando sobre anistia a alunos inadimplentes. Durante a entrevista, bem ao estilo popular, o dublê de apresentador/vereador, se desmanchava em troca de carinhos e afagos, era um tal de “Zé Rui” prá cá, “Zé Rui” pra lá, que mais se assemelhava a uma roda de viola, regada a cachaça e torresmo.

Voto que é bom, este deverá esperar até a apuração eleitoral, a verdade das urnas. Só em 2018.

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Na representação feita à Justiça, acerca do projeto de lei sobre Escola sem partido, o Ministério Público deixou claro as mas intenções dos vereadores na maioria dos projetos apresentados na Casa, Para o MP, são uma prática usual de agradar ao povo, um clientelismo, no jargão popular, “jogam para a plateia” causando efeitos sociais maléficos, sem trazer nenhum benefício à população. Regra geral, inconstitucionais , deixam ainda o chefe do executivo numa saia justa, que acaba vetando a proposta, e se tornando ao olhar do povo, o vilão da história.

São projetos de lei inócuos, inconstitucionais, em nada agregando à atividade gestora do município.

Trocando em miúdos, o MP chamou os vereadores locais de demagogos, irresponsáveis e inconsequentes.

Por essa os nobres edis não esperavam. Tramam entre eles, pensando que o resto do mundo é idiota. Deu nisso.

 

Por Tarcísio de Souza e Silva

17/11/2017