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quarta-feira 13 dezembro 2017
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Fiéis poderão visitar a Cúpula da Basílica de Aparecida

A inauguração da Cúpula Central, no último dia 11, sem dúvidas surpreendeu os fiéis presentes na Basílica. Foram momentos de emoção profunda, e que, certamente ficarão eternizados na memória dos que participaram da celebração de revelação desta obra no Santuário Nacional de Aparecida. Foram anos de projeto, já que o processo de construção dos mosaicos é minucioso.
Para hoje, dia 18, às 18h o Santuário de Aparecida apresenta mais uma novidade: a Cúpula poderá ser visitada pelos fiéis que passarem pelo Santuário. O local oferece visão privilegiada da Basílica, e a possibilidade de estar próximo da grande obra de arte idealizada pelo artista sacro Cláudio Pastro, falecido em outubro de 2016.
A inauguração tem início com a celebração no Altar Central, e posterior solenidade no subsolo do Santuário Nacional. Além da presença do arcebispo de Aparecida Dom Orlando Brandes, do reitor do Santuário padre João Batista e do administrador-ecônomo, padre Daniel, farão parte da solenidade o fotógrafo Fábio Colombini, autor do livro ‘Santuário de Aparecida’.

Localizada a 72 metros do chão, toda a circunferência da Cúpula está composta por painéis com textos e imagens relativos às comemorações dos 300 Anos, bem como os principais eventos promovidos pelo Santuário Nacional. Entre eles: peregrinação da imagem, carimbo comemorativo, coleta da terra em todas as capitais, coleta das águas dos principais rios do Brasil, selo comemorativo, monumentos do tricentenário, memorial dos construtores, campanário, etc.

Segundo a museóloga Gisele Peixe, os visitantes certamente irão se surpreender, já que ainda estarão disponíveis uma infinidade de objetos representativos desses eventos: mantos de Nossa Senhora, coroa jubilar, frascos com terra de todos os estados, frascos com águas de todas as bacias hidrográficas do Brasil, recolhidas pela Marinha Brasileira, paramentos, medalhas, etc.

“Na galeria que circunda a cúpula, há uma série de 52 painéis explicativos da simbologia do projeto artístico de Claudio Pastro, detalhando todos os desenhos e as áreas do grande baldaquino. Haverá vitrines com amostras dos azulejos e pastilhas de vidro que compõem o mosaico da cúpula e as paredes do baldaquino e seu capitel. Alguns painéis trazem informações sobre a construção da cúpula, que se iniciou na década de 1960”, explica Gisele.

No total são dois mil metros quadrados de mosaico na cúpula. As pastilhas de vidro, chamadas de tésseras, vieram da Itália e no total, são quase cinco milhões de peças escolhidas e coladas uma a uma.

Lançamento do Livro

“O Santuário, mesmo vazio, continua rezando através da arte”, diz autor do livro Santuário de Aparecida.

No total são 148 páginas com fotografias que emocionam a cada olhar. A perfeição de cada enquadramento, das cores e de cada contorno das imagens mostram o apuradíssimo olhar do fotógrafo Cláudio Pastro no livro “Santuário de Aparecida”.

Os textos, em português e inglês, que acompanham as imagens do livro de sua autoria é um verdadeiro guia da obra de arte do artista sacro Cláudio Pastro, falecido em outubro de 2016.

Pastro afirma, em um dos seus textos do livro, que a Basílica Nacional de Aparecida, por sua forma e simbologia, é um espaço que une o Céu e a Terra.

“A Basílica é um espaço universal (católico) que abrange o homem todo, do nascer ao morrer, e todos os homens de todos os lugares e de todos os tempos. Por sua função e identidade, é um edifício sacro, isto é, não cuida das banalidades e interesses do cotidiano, do profano, mas existe para a gratuidade e essência da vida, para a escuta de seu único Senhor e Deus”, escreveu.

O livro conta com 311 imagens e tiragem de 5 mil exemplares. Assina como autor, junto com Colombini o artista Cláudio Pastro.

(Fonte: Santuário Nacional)